O mercado do boi gordo voltou a ganhar força em 2026. Além do movimento natural do ciclo pecuário, as novas decisões sobre tarifas nos Estados Unidos e exportações aquecidas para a China estão influenciando diretamente o preço da arroba.
Se você é pecuarista ou quer entender melhor como funcionam as commodities no mercado futuro, este cenário traz lições importantes sobre oferta, demanda, câmbio e hedge. Vamos explicar tudo de forma simples e prática.
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Tarifas dos EUA e impacto no preço do boi gordo
Na última sexta-feira (20), a Suprema Corte dos Estados Unidos derrubou as chamadas “tarifas recíprocas” impostas anteriormente por Donald Trump.
Na prática, isso melhora a competitividade da carne brasileira no mercado americano.
Quando a tarifa cai:
- O produto brasileiro fica mais barato para o importador;
- A demanda tende a aumentar;
- A exportação cresce;
- O preço interno da arroba ganha sustentação.
Guto Gioielli, analista CNPI e fundador do Portal das Commodities, avalia que mesmo em um cenário onde as tarifas para a commodity cheguem a 15%, há ambiente favorável para os preços do boi gordo.
O que isso significa para o pecuarista?
Mais exportação significa:
- Frigoríficos disputando gado;
- Escalas de abate mais apertadas;
- Pressão positiva nos preços.
Esse tipo de movimentação é analisado diariamente na Sala Trader do Portal das Commodities, onde produtores acompanham fluxo de exportação, câmbio e contratos futuros em tempo real.
Ciclo do boi: por que a oferta está menor?
Além do cenário externo, estamos em uma fase importante do ciclo pecuário. O ciclo do boi funciona como uma “onda”:
- Período de retenção de fêmeas → menos oferta de animais para abate
- Depois, aumento da oferta → pressão nos preços
Atualmente, há redução na oferta de fêmeas, o que diminui o número de animais disponíveis para abate e sustenta a alta da arroba.
Quando a oferta cai e a exportação sobe, o resultado costuma ser valorização.
O fator que pode limitar a alta é o câmbio
Apesar do cenário positivo, existe um ponto de atenção: o dólar mais fraco. A carne é exportada em dólar. Se o dólar cai frente ao real:
- O frigorífico recebe menos em reais;
- A margem diminui;
- O poder de pagar mais pela arroba fica limitado.
Por isso, o pecuarista precisa acompanhar não apenas a oferta e a demanda, mas também o câmbio.
Para quem quer parar de improvisar nas decisões financeiras, garantir a sua Virada Financeira 2026 é o próximo passo.
Praças pecuárias já mostram reação
Em diversas regiões monitoradas, a arroba do boi gordo subiu.
Praças importantes como Araçatuba (SP) e Barretos (SP) registraram valorização, com o boi comum na faixa dos R$ 350 e o chamado “boi China” acima disso. Desde o início de fevereiro, a arroba acumula alta relevante em São Paulo. Além disso:
- Compradores encontram dificuldade para completar escalas;
- Pecuaristas seguram oferta esperando preços melhores.
Esse é um clássico momento de tensão entre oferta restrita e demanda ativa.
China acelera compras antes de possíveis tarifas
A China também entra nessa equação. Existe uma cota de exportação sem tarifa adicional. Temendo ultrapassar o limite, frigoríficos aceleraram os embarques.
Resultado:
- Exportações em ritmo forte;
- Média diária acima de 14 mil toneladas;
- Volume já superior ao total exportado no mesmo mês do ano anterior.
Mas atenção: se houver aumento de tarifas ou salvaguardas, os chineses podem reduzir compras ou pressionar preços.
Mercado futuro do boi gordo: como se proteger com hedge
Diante de tantas variáveis — ciclo, exportação, tarifa e câmbio — surge uma pergunta: como o pecuarista pode se proteger?
A resposta está no mercado futuro do boi gordo na B3. Este mercado surge como um acordo de compra ou venda da arroba para uma data futura, com preço definido hoje, e usa o hedge — estratégia de usar o contrato futuro para travar preço e reduzir risco — como forma de proteção.
Exemplo prático:
Você tem boi para entregar em três meses. O mercado futuro oferece R$ 360 por arroba.
Se você vende o contrato:
- Garante margem;
- Protege seu custo;
- Evita susto se o mercado cair.
Se subir, pode deixar de ganhar parte da alta. Mas elimina o risco de queda brusca.
Oferta global apertada favorece o Brasil
Outro ponto importante: o mundo enfrenta restrição de oferta de carne bovina. O Brasil se posiciona bem por ser um dos maiores produtores, exportadores, além de ser um dos mais competitivos em custo.
Isso mantém o país em posição estratégica no mercado internacional.
Como o pecuarista deve agir agora?
Diante desse cenário, algumas atitudes são fundamentais:
- Acompanhe exportações e câmbio semanalmente;
- Avalie travar parte da produção no mercado futuro;
- Não concentre toda a venda em um único momento;
- Analise o custo de produção antes de decidir;
- Evite decisões emocionais em momentos de euforia.
Mercado de commodities é cíclico. Alta não é permanente, mas a queda também não.
Quem entende o mercado, vende melhor
O cenário atual do boi gordo combina:
- Ciclo pecuário favorável;
- Exportações aquecidas;
- Mudanças tarifárias;
- Volatilidade cambial.
Isso pode gerar oportunidades, mas também traz riscos. No agro moderno, produzir bem é só metade do jogo. A outra metade é saber vender no momento certo e usar o mercado futuro como ferramenta de proteção.
E quem aprende a usar essas ferramentas deixa de reagir ao mercado — e passa a se posicionar com estratégia. Por isso, garanta a sua Virada Financeira para 2026, clicando aqui!
Fonte: https://monitordomercado.com.br/noticias/mercados/357044-novas-tarifas-dos-eua-e-ciclo-da-pecuaria-favorecem-alta-do-boi-gordo-aponta-especialista/
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