O Brasil fechou 2025 com recorde de exportações, e o milho teve papel central nesse resultado. Para quem produz no campo ou está começando a acompanhar o mercado de commodities, entender esse movimento ajuda a planejar melhor vendas, custos e estratégias de proteção de preço.
Neste artigo, vamos explicar o que está por trás do avanço de 43% em 12 meses nas exportações do cereal, como ele impacta o mercado futuro e o que o produtor pode fazer diante desse cenário.
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Milho lidera crescimento das exportações agrícolas
Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), as exportações de milho cresceram 43% em 12 meses. Esse avanço colocou o cereal como um dos principais motores das commodities agrícolas brasileiras em 2025.
De acordo com Guto Gioielli, analista CNPI e fundador do Portal das Commodities, o desempenho reflete a maior presença do Brasil no mercado internacional de grãos, impulsionada pela demanda externa e pela competitividade do produto brasileiro.
Por que o milho brasileiro ganhou espaço lá fora?
Alguns fatores ajudam a explicar esse crescimento:
- Oferta elevada no Brasil
- Diversificação de destinos de exportação
- Uso do milho tanto para consumo humano quanto para ração animal, o que fortalece a cadeia de proteínas (aves, suínos e bovinos)
Na prática, isso amplia as oportunidades para o produtor, mas também aumenta a exposição aos movimentos do mercado internacional.
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Saldo comercial do milho cresce e chama atenção
Em 2025, o Brasil exportou cerca de 40 milhões de toneladas de milho, acima das 34 milhões previstas no início do ano. As importações ficaram em torno de 1,8 milhão de toneladas.
Com isso, o saldo comercial — que é a diferença entre exportações e importações — ficou próximo de 39 milhões de toneladas, segundo dados do Comex Stat, sistema oficial do MDIC.
Os números de produção ainda podem ser ajustados por órgãos como Conab e Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas o cenário geral já indica um ano forte para o milho.
Principais compradores do milho brasileiro
Os destinos mostram como o Brasil diversificou suas vendas:
- Irã: cerca de 22% do total exportado
- Egito: 18%
- Vietnã: 10%
Essa diversificação reduz a dependência de um único comprador e dá mais sustentação ao mercado.
O que isso significa para o produtor de milho
Com exportações fortes, o preço interno tende a ficar mais sensível ao mercado internacional e ao dólar. É aqui que entram conceitos importantes para ficar de olho em 2026:
- Contrato futuro: acordo para vender ou comprar milho a um preço definido para entrega futura
- Hedge: estratégia usada para proteger o preço e reduzir riscos
- Basis: diferença entre o preço físico da região e o preço do contrato futuro
Exemplo prático:
Se o produtor teme queda nos preços após a colheita, pode usar contratos futuros para travar parte da produção, garantindo previsibilidade no caixa.
Esse tipo de movimento é acompanhado diariamente na Sala Trader do Portal das Commodities, onde Guto e Luciano Gioielli, analisam exportações, câmbio e comportamento dos preços em tempo real.
Carnes acompanham o avanço do milho
O crescimento do milho também se conecta diretamente às exportações de carnes, já que o grão é base da ração animal.
- Carne bovina: alta próxima de 50% no volume exportado
- Carne de frango: crescimento de cerca de 13,7%
- Carne suína: avanço de aproximadamente 25,6%
Mais exportação de carne significa demanda constante por milho, o que ajuda a sustentar o mercado do cereal.
Avanços das demais commodities
O café também ganhou destaque, principalmente em valor exportado. Foram cerca de 210 mil toneladas embarcadas, com crescimento de 52% na receita, impulsionado pela alta de 46% no preço internacional da tonelada.
Mesmo com avanço mais moderado em volume, a valorização internacional aumentou a participação do café na pauta de exportações.
A soja continuou sendo o principal produto em volume exportado:
- 108 milhões de toneladas, novo recorde
- Crescimento em relação às 98 milhões do ano anterior
O ponto de atenção é a concentração: cerca de 78% das exportações tiveram a China como destino, o que mantém o mercado sensível a questões geopolíticas e comerciais.
Como o produtor pode se planejar melhor
Diante desse cenário de exportações fortes e mercados mais conectados ao exterior, algumas orientações práticas ajudam no dia a dia:
- Acompanhar exportações e câmbio, que influenciam diretamente o preço interno
- Avaliar o uso de hedge para reduzir riscos de volatilidade
- Entender o mercado futuro, mesmo que não opere diretamente
- Planejar vendas com antecedência, evitando decisões sob pressão
Para quem produz milho e quer compreender melhor a volatilidade, sazonalidade e funcionamento dos contratos futuros, esse tipo de análise faz parte do acompanhamento diário feito por produtores mais preparados.
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Fonte: https://monitordomercado.com.br/noticias/342154-commodities-brasil-bate-recorde-de-exportacoes-com-milho-carnes-e-soja-em-alta/
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