Alerta com a falta de chuvas
Com a falta de chuvas na região Sul do país, os agricultores seguem em alerta para o para possíveis impactos sobre o preço do cereal. Apesar de acentuado na região Sul, a situação não afeta somente o Brasil, como afirma Carlos Cogo, sócio da consultoria Cogo Inteligência em Agronegócio e especialista em análise de mercado.
Além disso, Cogo destaca que “a estiagem também provocou perdas irreversíveis no milho primeira safra do Paraguai e da Argentina. Isso pode trazer para o Brasil um cenário de escassez do grão para o primeiro trimestre de 2022, onde vamos precisar de 38 milhões de toneladas, e a safra não deve chegar a 30 milhões de toneladas”.
O possível cenário de escassez tem efeitos sobre nacionais e internacionais, destacando que “temos as cotações futuras reagindo à quebra na safra. Se antes da pandemia o milho em Chicago era negociado US$ 3 o bushel, hoje pode chegar até US$ 5,90. Na B3, os contratos para março já passam de R$ 95. Os preços podem ficar menores no ano que vem, dependendo do bom andamento do plantio da segunda safra de milho”. (Canal Rural)
Milho nesta quarta-feira
Hoje, quarta-feira (15), o dia de negociações chegou ao fim com os preços futuros do grão se mantendo em negativo, além de contabilizar recuos na B3 e fechar entre R$84,00 e R$94,00. Para Vlamir Brandalizze, analista da Brandalizze Consulting, "nesse momento se aloja poucos pintinhos e não tem uma demanda forte de ração na virada de ano. Isso é tradicional para voltar a alojar em janeiro. Então o comprador segue nominal na faixa de R$ 90,00 junto a indústria do Rio Grande do Sul e quase nada de negócios”. (Notícias Agrícolas)
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Gustavo Ferreira Felisberto
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